terça-feira, 30 de abril de 2013

Volta pro Armário Menino! (Para Pais e Filhos)


Começa a guerra do armário... O filho saiu de dentro e o pai pega a vassoura para empurrá-lo de volta. Quase sempre é assim: assumimos aos pais e a loucura toda vem. É um gritando para defender suas necessidades e outro buscando defender seus valores. São valores, são preocupações com a sociedade, são medos e, também, preconceitos. Todos querem gritar mais alto... Mas se esquecem de que o processo é complicado para as duas partes.

Esse momento da revelação será muito delicado. Não existe uma hora certa, não existe um local apropriado. Creio sempre que o melhor é o mais reservado e da forma mais franca. Os dias que se seguem podem ser (e geralmente são) de muito questionamento, muita dúvida, raiva, gritaria... Para os pais, começa do o processo de luto. Sim, luto. “Mas ninguém morreu”! Podemos pensar em meio a nossa raiva. Mas morreu sim... Não o filho, mas as expectativas que os pais tinham para o futuro do filho. Na cabeça deles, não haverá mais casamento (bom, essa parte vai ser diferente mesmo), não será possível ter netos, a faculdade, o futuro profissional... “Meu filho vai se perder no mundo”! Eles negam a realidade, ficam nervosos, buscam culpados, se deprimem, querem arranjar uma forma de mudar, negociar a “cura”... e só para com a aceitação. Algumas famílias resolvem isso em dias, outras precisam de semanas, meses, anos.

Por outro lado, o filho (ou filha) não consegue entender como e por qual razão seus pais não entendem. “Será que só isso é capaz de mudar o amor que meus pais têm por mim”? pode começar o processo de revolta ou o sentimento de rejeição. Muitas vezes, acabam xingando, se revoltando, batendo de frente... Ou voltam a se anular, e passam a passar pelo processo de “des-aceitação”. Tudo o que precisou fazer para gostar mais de si por ser “diferente” (comparado ao que a sociedade impõe - não ao que é natural). É cobrança de ambos os lados. Gritaria. E no processo de um tentar enfiar a verdade goela abaixo do outro... Ninguém se escuta e os dois lados se machucam cada vez mais.

Pais, um conselho: não é impondo seu poder que você irá conseguir dialogar. Escute seu filho, busque aconselhamento, converse com psicólogos, amigos... Entenda o processo real. Abandone nesse momento o orgulho, os valores, os pré-conceitos.

Companheiro de armário: não é forçando suas ideias que você irá conscientizar e mostrar que nada mudou... Até porque mudou. Não você, mas a ideia que tinham do seu futuro. Não é do dia pra noite que a aceitação veio. Você precisou de tempo para entender o que acontecia, muitos de nós (eu inclusive) precisamos de tempo para nos aceitar... Eles também precisam.

Entendam, não estou dizendo que devemos aceitar as expectativas e mudar o que somos. Mas elas foram criadas. Foram quebradas. Precisam ser alteradas. Expectativa é algo natural para aqueles que amamos. Se não esperamos nada de alguém, esse alguém não nos é tão importante.

Por outro lado, pai/mãe... Entendam: seu filho não está fazendo isso de pirraça. Tem muito em jogo para ser só uma brincadeira. Seu filho só está buscando a felicidade, da maneira dele. É difícil, e ele sabe. O mundo hoje é mais aberto, mas preconceito ainda existe. Mas a escolha é dele. Não do que ele sente. O desejo é biológico, ele não pode escolher entre sentir aquilo ou não. A escolha que ele fez, na verdade, foi a de ser feliz. Foi a escolha de não viver uma farsa. De não fingir ser o que não é. É necessária muita coragem para se fazer isso. É para poucos. Merece muito respeito e apoio, pois não sabemos o que enfrentaremos à frente. Eu costumo dizer que imaginar os desafios na terceira pessoa dá medo... O que dirá na primeira pessoa. Sei, que como pais, tudo o que querem é o melhor. Desejam que seu filho não sofra. Têm medo dos perigos, riscos, desafios... Nós também... Mas temos mais medo de não sermos felizes, completos, de não sermos nós mesmos.

Essa foi nossa escolha. Tudo o que sempre pedimos é respeito. Se você está passando ou conhece alguém passando por esse processo, tudo o que peço é... Respeitem-se e lembrem-se do carinho que deve existir entre vocês.

Amor e Respeito, EU SOU!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

É Nárnia? Não, é o Cruzeiro das Loucas!


Primeiro texto tem que sempre trazer a apresentação não? Nada de tema específico, nada de falar sobre isso ou aquilo... Na verdade, é o texto que falamos sobre isso, aquilo e tudo mais. O texto mais bagunçado... Aquele que tem algumas verdades, vontades e explicações.

O nome do Blog... Bom, sei lá. É uma brincadeira com Nárnia e com nossos personagens, estilos e vidas do mundo "alegre". Incrível, né? A palavra Gay está relacionada com alegria, dizem que temos muito... Mas poucos sabem o quanto choramos e o que enfrentamos até que possamos finalmente dizer "Eu SOU"! Mas o nome pouco importa. Tanto no Blog, como em outras situações, nome é algo dado. Nada representa se eu não sei o que significa. O importante é a essência.

A essência desse Blog é compartilhar. É dizer, explicar, mostrar um pouco do que foi, do que é. Talvez você se identifique ou identifique histórias de amigos ou parentes. Pode ser que tenha a sorte (ou azar) de achar que a minha história não tem nada com a minha... Nesse caso, COMPARTILHE. Afinal de contas, uma das ideias principais aqui é mostrar que as DIFERENÇAS fazem A diferença!

Já informo que esse blog será uma mistura de tudo... Será choro, será riso, será safadeza! rsrsrs... Experiência é isso, um conjunto daquilo que é bom e do ruim também. Espero que eu consiga de alguma forma tocar (ui que delícia... rs) alguns de vocês. 

Outro objetivo é auxiliar... Sempre amei e acabei, naturalmente, sendo buscado para conversar, mostrar novas perspectivas ou simplesmente dar um daqueles abraços (sem safadeza nessa parte). Espero, então, poder auxiliar de alguma forma outras pessoas que não estão próximas a mim. Conselhos, ideias, pontos de vista... Chamem como quiser. Nesse ponto é importante lembrar: ouça sempre o conselho com atenção e carinho, mesmo que depois você não o use. O conselho, por mais lindo e sóbrio que pareça, vem geralmente de muita dor um dia vivida. Para ficar bonito, ele provavelmente foi lavado em lágrimas e trabalhado na marra!

Bom, já escrevi demais aqui. Espero que gostem dessa nova proposta e dos textos que estão por vir. Tentarei fazer semanal e espero que seja positivo para todos nós.

Beijo pra vocês! Até mais!

:D